sábado, 26 de julho de 2008

Preciso entender...


Preciso entender...

Queria entender a sua ausência,
Esse silêncio em mil palavras
E esse nó apertado na garganta.
Queria entender o amargor,
Dessa dor que sai do seu peito e
Penetra o meu sem cicatriz.
Queria entender seu olhar
Perdido em mil cores e vôos,
Só, em companhia do luar.
Queria entender seus gestos
Num afago constante, sem toques,
De mil braços querendo tocar.
Queria entender sua boca,
Sedenta por beijos suaves,
Por vezes beijada com volúpia,
Ao sabor de um ardente roçar...
Queria entender esse coração
Que atrai o meu, como um imã,
E quase pára ao vê-lo chegar.
Queria entender por que me chamas,
Se tantos ouvidos lhe atendem,
Passivos, ansiosos de ouvir...
Queria apenas entender,
Tanto amor, desamor, descaminhos,
Solidão, e esse imenso vazio,
Que faz questão de mostrar...
Queria entender, você,
E esse seu jeito de amar...

R.Cássia Púlice
(26/07/08)

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Meu Grito


Meu Grito.

De que adianta esse meu grito
Ecoando solitário em meus ouvidos?
Não atinge os ouvidos alheios,
Alheios e senis à tortura da dor,
Insensíveis ao aperto de um coração,
E ao medo da morte-vida-ferida.
De que adianta gritar o que me sufoca a garganta?
Se um coração em chamas explode e ninguém vê.
Ouço gritos de agonia, como o meu,
Sinto o gosto esmaecido do sangue seu,
Amargo, amedrontado, escorrendo no asfalto.
Vejo os olhos espantados, arregalados de pavor.
E grito quase insane, ao demente que maltrata
E não sente, a minha, a sua dor...
Quero um coro de mil vozes que tragam soluções,
Que abrandem sofrimentos e traduzam esperança.
Como um canto, um brado, um basta, um clamor...
Quero vida de novo, vivida com alegria,
Crescendo nos jardins, reais, sem utopia.
Florescendo em meio azul, refletindo harmonia.
Quero paz, caminhar, apenas vida...

R.Cássia Púlice

sábado, 19 de abril de 2008

Espelho d'alma


Espelho d’alma.

A quem retrata este espelho?
Que sentimentos reproduz?
São rostos marcados, olhos cerrados,
Vozes aflitas, sorrisos incautos.
Gritos de agonia, dor latejante,
Vaidade, prazer, ou sons de alegria?
A quem retrata este espelho?
Na doce pieguice, tímida euforia,
Insana paixão, traiçoeira nostalgia.
Incrédula certeza, falsa nobreza,
Verdades, mentiras,
Bondade, beleza, ou límpida emoção?
A quem retrata o espelho?
Que se olha e não se vê,
Que se sente, e não se toca,
Que reflete metamorfoses,
À alma nunca revela,
E a verdade faz sofrer.
A quem retrata?

R.Cássia Púlice

terça-feira, 25 de março de 2008

Dia Internacional da mulher!

Dia Internacional da Mulher!!!
Comemoramos o dia da mulher...
Tem cabimento isso?
Dia da mulher, é todo dia!
Desde que o mundo é mundo, nós mulheres não paramos um só minuto!
Paira sobre nós múltiplas responsabilidades, principalmente, de gerenciar a vida em todos os sentidos (sem pretensão alguma), afinal, somos nós que parimos o ser humano...
Temos que dar a ele, vida, educação, amor e algumas diretrizes, mesmo que isso nem sempre funcione muito bem.
Não quero levantar bandeira alguma, gostaria apenas que nós mulheres fôssemos RESPEITADAS. Sem àquela baboseira de direitos iguais, até porque, sabemos que isso ainda é utopia, mas, que nos fosse dado o devido valor, o valor que deve ter todo ser humano.
E essencialmente o direito de ver crescer e ser feliz todos os que parimos, e àqueles a quem amamos.
RESPEITO ao direito de ser feliz!
Deixem-nos apenas tentar!
R.Cássia Púlice

Conquistas

Conquistas

O homem é um desbravador por natureza, já nasce com a árdua missão de conquistar a vida. Sua luta começa ao sair do ventre materno, quando consegue respirar e manter-se longe da aconchegante e protetora muralha uterina. Depois vem às descobertas do seu próprio eu, as primeiras palavras, os primeiros passos, o aprendizado e a sobrevivência.
Com o passar dos dias meses e anos, como uma aventura, tudo fica mais difícil, cada passo dado literalmente é uma vitória alcançada. Somos impelidos a aprender sempre mais e a lutar por um lugar ao sol, lugar esse que já temos reservado, mas que só nos pertencerá se realmente o merecermos.
O conflito entre o querer e não poder, o combate ao desânimo, à sensação de impotência, incapacidade e exaustão, o embate aos sofrimentos impostos pelo dia-a-dia, gera muitas vezes angústia e até mesmo a depressão, fazendo com que deixemos de realizar nossos sonhos e atingir nossos objetivos. E justamente nesse momento devemos reunir todas as nossas forças, nos munirmos de fé, coragem e vencer esse grande desafio. Essa batalha, talvez seja uma das mais difíceis, pois depende do sucesso de todas as outras e de uma específica, a vitória sobre nós mesmos, nossa maior e mais importante conquista.
O homem é também um sonhador, sonha até mesmo acordado, viajando por vezes em seu subconsciente tentando alcançar seus objetivos mais recônditos. Juntar o desbravador ao sonhador é o que fará a diferença. Somando-se a fé, juntos farão o combustível necessário para converter em garra essa vontade de vencer, de chegar onde queremos, realizar nossos sonhos e, enfim gritarmos ao mundo: Consegui! Venci minha primeira batalha, conquistei meu lugar e o direito de continuar lutando pela vida!


R.Cássia Púlice