
“Findo dia”
Agora chove,
Embora dia, inda escuro.
Sem brilho ou clarões, inerte a luz...
Apática à vontade, rebelde o desejo,
De querer emergir respirar,
Soltar grilhões desprender-se enfim, flutuar...
De nada adianta debater, lutar...
Retendo raízes, mantendo amarras,
Fincados a terra... Lamentar...
Como estátuas de bronze,
Atados em si mesmos,
Saltam olhos de sangue
Estupefatos, estáticos,
Reféns de uma vida contida,
De mil sonhos trancados
Num tempo inimigo, que corre,
Voa, escorre entre as mãos...
Aprisiona o vazio, frio,
Congela e queima a alma
Onde a dor indizível, lancina...
E ainda chove,
Mesmo dia,
Inda escuro...
R.CássiaPúlice
Agora chove,
Embora dia, inda escuro.
Sem brilho ou clarões, inerte a luz...
Apática à vontade, rebelde o desejo,
De querer emergir respirar,
Soltar grilhões desprender-se enfim, flutuar...
De nada adianta debater, lutar...
Retendo raízes, mantendo amarras,
Fincados a terra... Lamentar...
Como estátuas de bronze,
Atados em si mesmos,
Saltam olhos de sangue
Estupefatos, estáticos,
Reféns de uma vida contida,
De mil sonhos trancados
Num tempo inimigo, que corre,
Voa, escorre entre as mãos...
Aprisiona o vazio, frio,
Congela e queima a alma
Onde a dor indizível, lancina...
E ainda chove,
Mesmo dia,
Inda escuro...
R.CássiaPúlice
